Material de Estudo: A Chave para sua Fuga
Para escapar dos labirintos do tempo, você precisa entender a época que está deixando para trás e aquela que surge no horizonte. Leia com atenção, pois cada parágrafo pode ser uma pista! As palavras em negrito estão explicadas no vocabulário abaixo.
1. O Fim da Idade Média e a Crise do Feudalismo
O Feudalismo, sistema que marcou a Idade Média, era baseado na terra (o feudo) e em relações de servidão. O poder era descentralizado, nas mãos dos senhores feudais. No entanto, a partir do século XI, esse sistema começou a entrar em crise por vários motivos. As Cruzadas, expedições militares e religiosas, reabriram antigas rotas comerciais com o Oriente, estimulando o comércio. Cidades, chamadas de burgos, começaram a crescer e se tornaram centros de comércio e artesanato. Além disso, uma terrível epidemia, a Peste Negra, dizimou quase metade da população europeia no século XIV. Isso desorganizou a produção nos feudos, levou a revoltas camponesas e enfraqueceu o poder da nobreza, que via sua fonte de riqueza e poder diminuir.
2. A Ascensão da Burguesia: Uma Nova Força Social
Nos burgos, surgiu uma nova classe social: a burguesia. Formada por comerciantes, banqueiros e artesãos, a burguesia enriquecia através do comércio e das finanças, e não pela posse de terras. Eles valorizavam o lucro, a acumulação de riquezas e a liberdade econômica, ideias que se chocavam com a estrutura rígida e agrária do feudalismo. Para a burguesia, as diferentes moedas, os pedágios e a falta de segurança impostas pelos senhores feudais eram grandes obstáculos para seus negócios.
3. O Estado Moderno e o Mercantilismo
Buscando superar esses obstáculos, a burguesia encontrou um aliado poderoso: o Rei. Ao financiar os monarcas com empréstimos, a burguesia ajudou a centralizar o poder, formando os Estados Nacionais Modernos (como Portugal, Espanha, França e Inglaterra). Com um poder centralizado (Absolutismo), o Rei unificou moedas, leis, impostos e exércitos, garantindo a segurança para o comércio florescer em todo o reino. Essa aliança deu origem a uma nova política econômica chamada Mercantilismo, cujos princípios eram: acumular metais preciosos (metalismo), ter uma balança comercial favorável (exportar mais que importar) e explorar colônias através do pacto colonial.
4. O Renascimento: A Revolução na Cultura e no Pensamento
Toda essa transformação econômica e social veio acompanhada de uma revolução cultural: o Renascimento. Inspirado na cultura da Grécia e Roma antigas, o Renascimento trocou o Teocentrismo medieval (Deus no centro de tudo) pelo Antropocentrismo (o ser humano no centro). O Humanismo valorizava a razão, a observação e a capacidade humana. Artistas como Leonardo da Vinci e Michelangelo, muitas vezes financiados por burgueses ricos e pela Igreja (os mecenas), criaram obras que celebravam a beleza do corpo humano e do mundo natural, utilizando novas técnicas como a perspectiva. A invenção da prensa de tipos móveis por Gutenberg, por volta de 1450, permitiu que essas novas ideias se espalhassem mais rapidamente.